8º pagina [21/06/1014]

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Mensagem por Alan_Vitor em Ter Out 13, 2015 6:52 pm





Hoje acordei cedo, ou melhor, quase não dormi. Passei parte da madrugada relatando no diário o que se passou na tarde de ontem, agora pela manha estou sem saber o que fazer, então resolvi escrever aqui para ver se meus pensamentos fluem melhor, já que não vou trabalhar hoje e meu desafio será pela tarde esta manha se torna longa e angustiante.
Já limpei, guardei e saquei para limpar novamente minhas gládios umas dez vezes! Porem não quero chegar no desafio afoito e acabar cometendo um erro grave, por não ter dormido direito noite passada vou tentar descansar um pouco agora, escrever estas pequenas linhas me acalmaram bastante, a noite se ainda estiver vivo eu retorno para relatar o que se passou no duelo.
Estou a um bom tempo olhando para o diário sem saber como começar a escrever o que se passou nesta tarde, mas acho que tenho que começar logo. Cheguei pouco antes do horário de sempre, me sentei nas raízes da velha árvore é comecei a pensar sobre tudo que eu deixaria para trás, entre um pensamento e outro o andarilho chegou, nas suas costas as empunhaduras das espadas eram notáveis, em sua mão direita ele tinha um embrulho que parecia ter varias outras espadas lá, me surgiu a duvida se o senhor Harryson só havia forjado as duas gládios como ele havia me dito que faria.
- Que bom que chegou cedo, vamos começar?
- Sim!
- Não!
- O que? – Respondo confuso.
- Antes de uma luta, ainda mais uma luta seria você deve dar seu melhor, e para seu corpo lutar no melhor você deve se alongar e aquecer antes levanta que vou te ensinar umas técnicas para se fazer isto.
- Mas e se meu oponente não quiser esperar?
- Ele não vai! Por isso você tem que se preparar antes, e se a luta surgir de uma forma inesperada tente enrolar seu oponente com as palavras e vá se alongando enquanto faz isso.
Após o alongamento e aquecimento o andarilho sacou suas gládios e me disse.
- Você como desafiado é quem escolhe as regras, como vai ser?
- Por mim tanto faz.
- Não pense assim, você por escolher as regras esta em vantagem, mas então faremos assim, Quem vencer três embates ganha o duelo podendo trocar de armas entre os embates, combinado?
- Certo!
Saquei minhas gládios e me preparei enquanto ele guardava o grande embrulho que trouxeste consigo, nisto pude notar os detalhes na empunhadura de suas gládios, estavam muito bem feitas, como esperado do senhor Harryson, o Andarilho as sacou e se virou para mim e deu inicio ao primeiro embate.
- Vamos lá!
O andarilho veio em minha direção, a um metro de distancia parou e girou as gládios em suas mãos, e com sua direita me desferiu um golpe vindo de cima, o bloqueei com a minha gládios da mão direita e contra ataquei ele com a esquerda com um corte em sua cintura, ele se esquivou e sorriu, e avançou com uma estocada com sua esquerda, só neste momento percebi que não tinha voltado a base e estava numa posição vulnerável, tirei o ataque dele com a direita e pensei em contra atacá-lo no braço que desferiu a estocada, mas pensar custa muito tempo e antes que eu tivesse reação ele abaixou o golpe de estocada se livrando da minha defesa e acertando minha perna e num só avanço a ponta da gládios direita estava na minha garganta, engoli seco a balbuciei.
-Me rendo...
O andarilho das dunas recuou sorrindo, e falou.
- Um a zero, mas ainda da pra você recuperar, mas antes de continuarmos, lembra que eu te falei de um estilo diferenciado em que o especialista utiliza uma espada versátil e outra curta?
- Sim, me lembro que você me disse não gostar muito desse estilo.
- E verdade, mas quero te ver tentando ele, toma esta katana que o senhor Harryson me emprestou, irei suar esta cimitarra que eu trouxe lá das dunas. – O andarilho tirou as duas espadas do embrulho, porem ainda tinha um volume nele, o que ainda residia lá dentro?
- Se tinha esta outra espada consigo, por que não usava nos treinos?
- Por que não gosto de usar uma espada só, pronto?
- Sim!
O andarilho avanço rapidamente em minha direção, se aproximando desferiu vários golpes na região do tronco, milagrosamente eu consegui defende-los, mas antes que eu pensa-se num contra golpe ele já dava mais outros dois golpes, numa finta conseguiu atingir minha perna direita novamente, perto de onde já estava ferido, e depois no braço esquerdo, então algo aconteceu, uma voz que fluía dento de mim me mandou atacá-lo, que só defender não me daria a vitoria, eu internamente respondi que ele era muito rápido e a voz me disse – Você pode ser mais rápido que isto! – então eu parei de pensar e agi!
Defendi toda a sequência que tiveram em media oito golpes desferidos após aquele instante com a gládio na minha mão esquerda e o fintei atacando com a katana na mão direita simultaneamente, a katana era diferente da gládio ao se manusear, e em meio a troca de golpes eu vi algo que poderia ser uma fenda, para um ataque que me daria vitoria, mas o Elfo das dunas avançou pela minha direita rapidamente indo a um ponto cego e se aproveitando da diferença de tamanho colocou sua cimitarra atrás de minha nuca, meus extintos pensaram em abaixar a cabeça rápido e contra atacar seu tronco que se encontrava aberto, mas meu corpo travou com a lembrança do que ele havia me dito ontem. – se o seu oponente chegar a te render numa luta não tente bancar o mais rápido e desferir um golpe no mesmo e sim aceite a derrota, sua vida vale mais que uma vitoria.
- Me rendo.
É foi uma boa luta, no final você defendeu e contra atacou muito bem, nem parece aquele matador de moscas que conheci neste mesmo lugar há pouco tempo atrás... Ei você está bem?
Eu estava parado, olhando fixamente para a grande árvore que se encontrava a uma curta distância em minha frente, porem eu já não enxergava a árvore, e me voltando ao andarilho comentei.
- Você disse que seriam três embates certo?
- Sim, mas eu já venci dois, mesmo que você vencesse o terceiro a vitória do duelo seria minha.
Eu sabia disto, mas algo em mim estava diferente, algo que surgiu no meio da luta, algo que eu tinha que comprovar! – Eu sei, mas perder de três a zero e mais engraçado, vamos lá?
O andarilho fez um sinal de aprovação e sorrindo foi trocar a sua cimitarra pela outra gládio, eu fiz o mesmo.
- Vamos termina isto rápido para vermos estes seus ferimentos.
Então foi que eu fui perceber e começar a sentir a dor na perna direta e braço esquerdo, não eram cortes profundos, mas antes do ser avisado eu nem sequer os sentia.
Fiquei na base que ele havia me ensinado esperando, então o sentimento feroz que me tomou no ultimo embate voltou, e quando o andarilho deu seu primeiro passos eu não em seguirei mais e avancei rapidamente em sua direção, ele atacou rapidamente e eu sem pensar defendi e contra ataquei cada um dos seus golpes, meu corpo se movia numa velocidade que minha mente parecia não poder acompanhar, nem acreditar, e quando um golpe do andarilho com sua direita vindo ao meu ombro estava perto de chegar eu o defendi com a esquerda e com o braço alto eu o abaixei dando um corte no seu braço, ele recuou, eu avancei! Mais e mais e atacando sem parar, numa tentativa de me golpear na perna ferida pela terceira vez eu o acertei no outro braço também, o andarilho recuava bastante então utilizei a finta que ele havia feito comigo, o estoquei e antes de sua espada acertar e desviar a minha eu me curvei e desci a espada para sua perna, acabei expondo intencionalmente minha costas, e quando o andarilho desferiu um golpe em minhas costas eu coloquei a outra gládios lá que defendeu o seu golpe certeiro e me deu tempo de levantar e continua a atacar, a expressão do andarilho tinha ficado seria, então em meio a ao avanço vi a grande árvore a esquerda das costas do andarilho, fui para sua direita e voltei a atacá-lo só que agora avançando ainda mais rápido, o andarilho defendia com êxito todos os golpes e quando pensou que eu estava me cansando, suas costas inesperadamente se esbarraram com o tronca da grande árvore, e num rápido movimento eu estoco o tronco da arvore sem perfurá-la profundamente a centímetros do seu pescoço, o andarilho expressa estar surpreso e finalizo o movimento dizendo. – Finalmente fiz você parar!
- Lutou bem em garoto, eu me rendo.
Retirei a espada e cai sentado no chão, meu corpo estava pesado e agora as feridas dos cortes doíam como nunca.
- Mesmo assim eu venci – Falou o Andarilho da Dunas. – Dois a um, até que você me surpreendeu em não terminar em três a zero.
- Obrigado. – Respondi ofegante.
- Como estão esses seus ferimentos?
- Doem um pouco, mas nada que não possa esperar chegar em casa para tratar.
- E acabei confirmando o que eu queria saber.
- E o que era?
- Seu estilo, você parece ter se adequado à dual gládio, mas este não e seu estilo de armas, sei umas que combinam perfeitamente com você!
- Quais?
O andarilho foi até o embrulho que trouxe de onde guardou e retirou a cimitarra e a katana, mexeu um pouco e entre o barulho do metal ele puxou duas armas que eu nunca tinha visto antes, eram um pouco maiores que minhas gládios, porem suas lâminas não eram retas e sim curvadas dando a entender que só um lado possuía corte e se assemelhavam a wakizashis, em suas empunhaduras tinham algo preso que se parecia com um pequeno escudo curvado, após minha primeira impressão de forjador ao ver uma arma nova eu pude notar algo ainda mais estranho e evidente nessas armas, uma era completamente preta e a outra branca! Já tinha ouvido falar de raras lâminas negras só não entendia bem qual a vantagem de tê-las, mas nunca tinha ouvido falar de uma branca, e enquanto olhava admirado esta estranha arma que o andarilho das dunas agora trazia em minha direção, eu só consegui chegar a uma conclusão, aquela espada branca só poderia ter sido forjador com... Uma nuvem!
- Esta e a combinação perfeita para você!
- O que são estas armas?
- Você esta brincando né?
- Não.
- Como você se diz um forjador e não sabe nem o que é uma sabre?
O Nome é sabre! Pensei. – Sou só um ajudante de forjador, mas não me referi em apenas nunca ter forjado e sim nunca ter visto em nenhum lugar tal arma.
- Parando para pensar, é milagre neste fim de mundo ter gládios, ha ha ha ha ha.
-Então, acha mesmo que meu estilo e com dual de sabres?
- Sim, seu desempenho na luta vai aumentar bastante, pode confiar no seu mestre.
- Mestre?
- Mestre!
- Então, mestre, obrigado por me mostrar qual estilo de espadas combina mais comigo, falarei com o senhor Harryson para forjar umas assim antes de minha partida.
- Quer desculpas para adiar sua viajem pelo reino?
- Não.
- Então aceite logo meu presente.
- Presente?
- Como você é meu primeiro e espero que ultimo pupilo, quis te presentear com algo especial, e como achar você foi tão inusitado como achar elas, estas sabres agora são suas.
- O que?
O andarilho sorriu com meu espanto e falou. – Se acha um presente muito simples, eu posso guardar e...
- Não! – O interrompi. – Eu gostei muito das sabres!
- Que bom, deixarei com você também um pergaminho com algumas posturas e o básico que diferencia sabre e gládio.
- Obrigado, Mestre.
O andarilho me entregou as armas e ao telas nas mão senti algo estranho, algo que senti no meio da batalha momentos atrás, notei então que nas partes que cobriam a frente das suas empunhaduras tinha um desenho cada, eram como um traço curvado que tinham as pontas com larguras de tamanhos diferentes, e na parte da ponta que tinha uma largura maior podia-se notar um ponto, um desenho estava invertido de ponta cabeça em relação ao outro, mas não consegui identificar quem estava certo e quem estava torto, então olhando as cores pude perceber algo que me deixou intrigado, a sabre branca tinha o desenho preto que por sua vez tinha um ponto branco, e a sabre negra tinha o desenho branco com um ponto negro nele, e os dois desenhos tinham algo desenhado por debaixo que me parecia familiar, porem não me recordava o que era.
- Gostou dos detalhes na guarda?
- Guarda?
- Esta parte que tem os desenhos...
- Há, esses escudinhos aqui da frente da empunhadura?
O andarilho deu uma tapa na cara e depois confirmou com a cabeça.
- Achei bem diferente esses desenhos, o que são?
- Isso vou deixar você descobrir só.
- E de que elas são feitas? Quem as fez? Por que são coloridas?
- Sei lá. Eu apenas as achei, por acaso.
- E tudo bem em me dar itens raros que você achou?
- Eu pensei assim que as achei em dar de presente a um amigo meu das dunas, mas ele tem condições de comprar quantas sabres raras quiser.
- E como as achou?
- E uma longa historia, mas em resumo as encontrei antes de vim parar aqui, e agora estou passando elas a você, não as venda pra gastar com bebidas e mulheres numa taverna qualquer hiem, ha ha ha ha.
- Eu nunca faria isto!
- Foi uma piada você tem um péssimo humor, mas é isto, cuide bem delas e treine bastante, desafiei todos os especialistas que encontrar e...
- E?
- Não morra! Ha ha ha ha.
- O que você vai fazer agora?
- Voltar a andar por ai, perdi muito tempo parado neste condado e tenho muito a fazer antes de retornar a minha terra.
- Mestre.
- Sim?
- Acha que vamos nos ver de novo?
- Sei lá, agora tenho que devolver esta katana do seu amigo anão e me preparar para partir, se cuida Allan.
- Espera, você vai ir sem nem me dizer seu nome?
- Meu nome é Yuri, Yuri das Areias!
- Adeus Andarilho das Dunas.
- Até mais matador de moscas.
O andarilho seguiu em direção ao centro do condado com o embrulho das espadas em mãos, eu fiquei um pouco mais no bosque, me sentei em baixo da velha árvore e admirei as minhas novas armas, e continuava intrigado com o desenho em sua guarda, parecia ter algo por detrás que eu sabia bem o que era só não reconhecia. O tempo passou rápido e quando lancei meu olhar ao céu avistei que a lua já havia nascido, a grande e bela lua, acho que será a única coisa que continuara comigo após minha ida, guardei minhas espadas e voltei para casa,
Após este grande relato vou dormir, amanha me despedirei do pessoal do condado, e iniciarei minha jornada longe de Palestina, e rumo ao Exercito do reino de são Salvador!



Quarta-feira, 21 de junho de 1014.
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