Carta 21/06/1004.

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Carta 21/06/1004.

Mensagem por Alan_Vitor em Sex Out 30, 2015 5:52 pm





                                                                                                                 Palestina, 21 de junho de 1004.



Olá meu velho amigo, como vai? Estou a te escrever depois de tanto tempo porquê eu estava preso num condado, não se assuste em pensar que eu estava trancado numa masmorra ou algo assim, eu quis dizer que estava apenas desarmado e com algumas lizzards atrás de mim, então preferi me esconder nesse condado e aguardar até que um forjador local me prepara-se umas armas de aço negro, duas para lutar como gosto e outras para algum mercenário ou soldado que eu encontra-se por perto e viesse ao meu auxilio, como os três daí que você pediu para me acompanhar e infelizmente não sobreviveram.
E são tantas coisas a dizer que nem sei bem por onde começo, acho que vou começar relatando minha missão antes de sair daí. Aquele pergaminho estava certo e eu encontrei o que procurava, porem tinham outras coisas escondidas na caverna junto a pedra eu achei dois sabres muito estranhos, uma era negro como a noite e o outro branco como a neve, em suas guardas cada um tinha um dos símbolos do Yin Yang, só de tocar neles podia-se sentir o poder emanando, porem pouco, quando os guardei e me preparava para retornar a entrada da caverna foi tomada por um bando de lizzards, eles também desejavam algo de lá e se aproveitaram que eu consegui quebrar o selo mágico e deixei o caminho aberto, nos emboscaram na saída, elas apontava e gritavam algo em sua língua que não se podia entender, até que instantes depois começaram o ataque, eu tinha conhecimento dos pontos fracos das criaturas, mas não tinha nenhuma arma de aço negro nem os soldados que estava comigo, porem ao se ver cercado lutei para abrir caminho até a saída, mas momentos antes de correr para a saída eu pude ver um dos soldados sendo atravessado por uma espada e os outros dois lutando ainda muito distantes, pensei em ajudá-los, quando um deles pulou nas costas de uma das lizzards que estava vindo em minha direção e gritou para que eu corresse, corri como em anos não corria, ouvindo os últimos gritos daqueles bons homens antes de morrerem. Saindo da caverna eu entrei floresta adentro, avistei uma árvore caída e entre ela uma pequena fenda no chão, me escondi nela e puxei uns galhos e folhas pra por em cima de mim enquanto recuperava o fôlego, escutei o bando passar próximo dali seguindo para o sul, momentos depois eu sai de lá e fui andando na direção contraria, achei uma casa no meio da floresta e para minha surpresa era de uma velha amiga druida, ela dizia ter proteção em sua casa contra estas criaturas, e resolvi passar a noite lá.
Mostrei a ela os sabres e ela ficou fascinada e por ser muito sensitiva me falou sentir grande poder adormecido nelas, após fazer uns feitiços e ler uns livros descobriu que o poder estava em toda a sabre, porem o símbolo em sua guarda da cor oposta ao sabre selava seu poder, e o ponto oposto a cor do símbolo que era o mesmo do sabre libera seu poder, porem por ser um pequeno ponto o poder liberado era pouco e descobriu também que o poder da sabre branca era diferente da sabre negra, só não descobriu quem havia feito tais armas lendárias muito menos quem havia selado seus poderes, e me disse que com o poder deles selado tais armas não tinham grande valor e podiam ser usados sem medo, após seu aviso pensei em presentear Victor Improta com elas, quando parti das dunas ele já estava lutando muito bem e com dual de sabres também, porém o destino tinha uma idéia melhor de onde os sabres deveriam ficar, mas citarei isso mais a frente.
Na manha seguinte me despedi de minha amiga e segui caminho, após pouco tempo de caminhada na mata me encontrei com um bando de ladinos, tinham quatro ao todo e antes que eu pudesse pensar em conversar eles sacaram suas espadas, todos estavam de dual, mas nenhum realmente sabia como usar duas espadas, em instantes matei um e deixei outros dois no chão, estava apenas com uma espada, pois a outra se encontrava no crânio de um deles, eu estava me preparando para sacar uma das espadas do ladino morto quando um garoto apareceu ao lado do ultimo bandido de pé, ele estava ofegante e assustado e olhando o chão tapou a boca quase chorando, os outros dois bandidos se levantaram devagar e antes que qualquer palavra fosse dita, uma lança saiu entre as plantas atrás do garoto e o atravessou. Então uma criatura se levantou atrás deles entre as folhas e para meu temor, era uma lizzard! Dois dos bandidos não muito inteligentes a atacaram e o terceiro veio em minha direção, sabendo que continuar lá poderia me custar à vida e correr de costas abertas a um ladino também era perigoso arremessei minha outra gládios acertando em cheio o bandido, após isso percebi que os outros dois estavam ocupados com a lizzard e sem pensar agarrei uns panos que envolviam os sabres e corri, poucos metros dali tinha uma descida que levava a um rio, após atravessar o rio continuei correndo e parei muito tempo depois completamente exausto, mas após um rápido descanso continue andando e me dei conta de que tinha deixado para trás minhas duas gládios, tinha junto aos sabres uma cimitarra que trouxe das dunas, não era nada do meu gosto mas era melhor que não ter nada, meio dia de caminhada depois a noite já havia caído a um tempo e nenhum sinal de um lugar seguro para me esconder e passar a noite quando avistei uma carroça, perguntei para onde ficava o condado mais próximo e o senhor nas redás me disse que era o condado de Palestina, e que estava indo para lá, nunca tinha ouvido falar neste lugar e torci para as lizzards também não, consegui ir junto a carroça até este condado e chegamos lá ao amanhecer, era um condado pequeno, pobre, afastado de tudo, porem na minha situação só pude pensar que lá deveria ser seguro! Após procurar um lugar para passar uns dias sem gastar pouco mais que três moedas de prata fui atrás de um forjador e para minha surpresa encontrei abrindo a forja o anão Harryson! Você se lembra dele? Sua fama quando residia nas colinas de ferro era grande, até aquele acontecimento, que lastima ter acontecido algo assim com um ser tão bom, mas de certa forma fiquei feliz por ver que ele ainda estava vivo e forjando, encomendei com ele cinco gládios de aço negro urgentes e ele me disse estar sem tal material em mãos, mas que mandaria uma mensagem para um velho conhecido nas colinas de ferro e receberia o metal em duas ou três semanas, era muito tempo e quase desistir e fui até as colinas de ferro encomendar tais armas lá mesmo, porem ao pensar em aventurar-me por ai sem uma arma que possa matar estas criaturas malditas eu recuei e com o aviso de que ele as forjaria no mesmo dia que a caravana chega-se eu decidi ficar por lá mesmo, reclamei que ficar naquele fim de mundo por tanto tempo me mataria de tédio, então ele me perguntou se eu ainda sou um bom especialista em lâminas curtas, após minhas confirmação ele sorrio e disse que eu poderia acabar achando alguma diversão por lá, após isto decidi explorar o condado, e seguindo por uma área um pouco afastada achei um pequeno bosque, minhas raízes élficas ficam contestes ao ver aquele local, andando cautelosamente por lá avistei uma grande árvore perto de uma área mais aberto, porem me aproximando de lá avistei alguém perto dela balançando as espadas no ar, fiquei curioso do que era aquilo e cuidadosamente me aproximei e ainda bastante distante dele eu pisei num galho e então ele parou, me desloquei para trás de uma árvore e por estar num canto escuro a figura lá na frente olhou, mas nada viu, após isto ficou olhando para a árvore e balbuciando algo, depois guardou suas armas e sumiu entre as árvore do outro lado do bosque, como já estava escurecendo decido voltar ao condado.
No dia seguinte eu fui novamente ao mesmo lugar e conversei com a criatura que tinha visto no dia anterior, se tratava de um elfo negro muito inábil chamado Allan Victor End, que desejava se tornar um especialista em lâminas curtas, ao vê-lo me recordei de muitas coisa do passado e decidi meio que por pena meio por pressão de Harryson treinar este garoto. Não há muita coisa a ser dizer sobre isto, só que ele era um dos piores especialistas que eu já vi, mas evoluiu gigantescamente com o passar dos dias, e percebi nele um estilo de corte que se adaptaria melhor com armas curvadas do que com as gládios, pensei em encomendar umas wakizashis com Harryson para ele em segredo, mas com o passar dos dias notei que eu ter vindo parar neste lugar e ter conhecido este garoto foi algo tão inesperado como achar aquelas sabres e as sabres eram armas curtas curvadas, então deixando o destino agir como parecia desejar eu acabei por presenteá-lo com as sabres que achei, também o instrui com bastante conhecimento teórico e tático de batalha após saber que ele desejava entrar para o exercito e por fim o aconselhei a andar pelo mundo desafiando especialistas para aprimorar suas habilidades em combate, inicialmente disse a ele onde achar você e outros grandes especialistas o advertindo a procurar sempre outros pelo caminho . Quando ele chegar ai acho que vocês vão se dar bem, ele não é muito habilidoso ou inteligente, mas sua determinação o compensa e... Este é o primeiro e ultimo pupilo que espero ter.
Após três semanas se passarem o aço negro chegou e Harryson pôde forjar minhas espadas, neste mesmo dia dei os sabres ao garoto e comecei a escrever esta carta, vou partir deste condado depois de amanha dia 23/06 bem cedo junto a uma caravana que vai ao ducado dos bosques, lá vou em busca da gruta que guarda a quinta pedra e rezar para não encontrar mais perigos como tenho encontrado, esta busca esta ficando muito perigosa... Também espero não achar nenhuma outra lizzard no caminho, mas caso minha sorte não me ajude às gládios de aço negro vão ajudar! Espero logo poder rever-te meu grande e velho amigo, Fred Adler.


Cumprimentos do seu pupilo, Yuri Das Areias.






Ps: Após terminar a carta e estar prestes a enviá-la e partir com a caravana me dei conta de um erro que cometi, avisei ao garoto que o alistamento do exercito este ano seria adiado, mas me confundi com os messes e em vez que lhe dizer que seria no final de novembro falei a ele que seria no final de dezembro! Então caso ele se atrase ao chegar por ai o dê uma chance, por favor, garanto que não se arrependerá, eu acho.



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