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Mensagem por Alan_Vitor em Ter Nov 17, 2015 5:32 pm





Eu estava agora a pouco arrumado minhas coisas para partir, mas resolvi relatar neste diário os últimos acontecimentos antes de ir. Após dois dias se passarem depois que eu escrevi pela ultima vez neste diário algo inusitado aconteceu!
Ontem à noite eu estava na mesa mais afastada da taverna, sentado de um jeito desajeitado olhando para o chão quando vi alguém se levantar, o que me chamou atenção neste ser foi as suas botas, na sua parte superior tinham uns adornos feitos com pelo de Nico e umas raízes que juntas faziam um desenho familiar, olhando de imediato eu reconheci que quem fazia botas com aqueles adornos era a senhora Calinia de Palestina. Logo me veio a duvida se aquele ser era algum conhecido do condado e tentei reconhecê-lo, porem ao levantar meus olhos notei que ele estava com uma capa que não me permitia descobrir de quem se tratava e já cruzando a porta para sair da taverna me veio uma vontade de ir atrás dele, talvez por ter ficado o dia todo sentando ou por ter ficado dias inteiros de tédio, rever um conhecido de Palestina me deu forças de levantar de lá e caminhar rapidamente para a saída, ao cruzar a porta quase esbarrei num homem alto, de pele clara e bem magro, mas me desviei no ultimo segundo e dando um pulo para a saída procurei ver para onde tinha ido o ser encapuzado, o avistei perto de um cavalo distante a direita, pensei em correr para falar com ele, mas notei algo que me fez parar... A sela do cavalo tinha um emblema que me era muito familiar, uma espada montante negra e dois ossos cruzando a mesma perto de sua guarda, mas aonde eu tinha o visto antes? Então num súbito momentâneo me veio à mente a ultima vez que eu tinha visto aquele emblema e enquanto começava a balbuciar o nome do local meus ouvidos foram invadidos por palavras que silenciaram minha mente.
- Seja bem vindo Visconde Slade!
Visconde Slade? Gritei em minha mente enquanto meu corpo girava para ver dentro da taverna, e lá estava ele perto do centro conversando com o homem que me deu informações dele dias atrás, como na descrição que me foi passada ele era alto, magro, de pele clara e idêntico a pessoa com que eu quase me esbarrei na entrada. Foi nesse momento que eu percebi que eu tinha passado direto e ignorando o Visconde Slade para ver quem era o encapuzado da taverna
- Espera ai, e o encapuzado? – Balbuciei.
Virei-me novamente e o avistei já montando no cavalo se preparando para partir, eu poderia correr ao seu encontro e descobrir de quem se tratava, mas colocaria em risco a chance de desafiar o Visconde Slade se ele partisse da taverna na minha breve ausência e com muitas duvidas em minha mente, decidi entrar de volta na taverna e falar com Slade!
Ao entrar o avistei indo se sentar numa mesa só então fui ao seu encontro, ao me sentar na mesma mesa em que ele estava eu logo percebi que ele fazendo uma expressão de não estar entendendo, então fui logo falando.
- Você é o Visconde Slade não é?
- Sim sou e você quem é?
-Eu me chamo Allan Victor End e…
- Nunca ouvi falar. – Me interrompeu o Visconde.
- Eu acho que não mesmo, vim de muito longe, lá do condado de Palestina para...
- Também nunca ouvi falar neste lugar.
- Bom, Mas é de lá que eu venho e foi lá que eu encontrei um velho amigo seu, o guerreiro que anda entre os nobres, o andarilho das Dunas.
- Quem?
- O Yuri Das Areias.
- Ahhhh o Yuri... Sei quem é... E dai?
- E daí que ele me mandou vim encontrar você para te desafiar para um duelo de honra!
- Hum, então perdeu a viagem.
- O que?
- Eu não luto contra garotos camponeses.
- Não sou um camponês, sou um especialista em lâminas curtas!
- É mesmo? E quantos duelos você já travou senhor especialista em lâminas curtas?
- Contando com o que eu tive com Yuri antes de vir pra cá? Um...
- Faça-me o favor garoto, não sei o que Yuri tinha na cabeça quando te mandou até mim, mas não vou perder meu tempo com você.
- E eu não vou desistir fácil assim!
- E o que você vai fazer?
- Eu te desafio para um duelo de honra! Agora vamos ver se você renega um duelo de honra ofici...
- Eu nego.
- O que!
- Acha mesmo que só vim aqui e me desafiar me faria aceitar? E ainda mais fazendo um desafio assim...
- Assim como?
- Yuri não te ensinou como fazer um desafio corretamente? Tem que citar seus títulos e os títulos de quem você está desafiando, também tem que falar de uma maneira mais formal.
- Não entendi bem, me mostra como se faz?
- Pelos deuses garoto, aonde Yuri foi achar você! – O Visconde pegou a caneca que estava na mesa e a entornou toda de uma vez, pigarreou e disse – Eu Visconde Slade, especialista em lâminas curtas, morador do condado de São Marcos pertencente ao ducado das terras sem fim, primeiro medalhista da odisseia desafio a ti Allan Victor End, pupilo de Yuri das Areias e morador do condado tão distante de Palestina para um duelo de honra com nossas melhores armas!
- Aceito.
- O que?
- Aceito o seu desafio.
- Mas eu não te desafiei, eu só te dei um exemplo de como se...
- Pessoal, vocês não ouviram o Slade me desafiar?
- Sim! – Respondeu a maioria dos bêbados da taverna.
- Não é possível que você vá levar isto a serio! Eu não te desafiei! Eu só te mostrei como desafiar corretamente.
- Mas você poderia ter dito um nome aleatório em vez do meu se era só um exemplo.
O visconde se calou.
- Então, quando poderemos travar este embate?
- Não vamos lutar, já falei.
- Primeiro você renega meu duelo de honra oficial, agora não quer lutar nem no duelo que você mesmo me fez, fico pensando o que vão pensar do visconde após isto.
O Visconde Slade cerrou os olhos e ficou calado por uns segundos, então se levantou, colocou uma moeda de bronze na mesa e falou.
- Você é muito ousado garoto, mas também espero que seja esperto e não ouse me importunar mais!
Logo após suas palavras o Slade saio da taverna, então um dos homens que trabalha lá veio recolher o copo e a moeda e disse:
- Apesar dessa pose de durão ele não é assim, tente falar novamente com mais calma e quem sabe consiga algo.
- Obrigado. E tome estas duas moedas de prata.
- Pelo que?
- Uma por ter perdido algumas moedas a mais por minha culpa ao ter afugentado o Visconde daqui e a outra e meio por agradecimento pelas valiosas informações e meio por agradecimento pela recepção, amanha bem cedo eu vou partir.
- Para onde vai?
Eu sorri, e sai sem dar uma resposta.
E após uma longa noite de sono eu me abasteci bem de mantimentos e água e estou pronto para voltar a minha missão de andarilho!



Sábado, 01 de Julho de 1014.

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Alan_Vitor
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